sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Sem conexão


Subscrevo o que a lembrança me trás, naquelas noites em que nada mais há a esconder, em que nada mais há a matar, porque nada mais existe, porque já n há espaço para verdades plenas de justiça, plenas de claridade, essa claridade transparente do teu olhar, da tua doce solidão, do teu teatro de vida. Nem tempo há para sofrer a ligação do sublime vento, do frio que me lembra que ainda habito aqui, onde respira cada instante, cada raio de sol que aparece no céu. Onde te vejo, nesta canção. Torna se difícil abrir os olhos, deste vicio de ti, desta sensação de condenar o meu nível de imbecilidade que repete cada erro batido, cada amor mal vivido, reabrindo a mesma ferida que já não dói, que apenas persiste por haver ausência de outros sabores de verão. Sei que minto, mas que importância tem, afinal não tenho solução. Não há paz, para gente como eu, gente que não vive feliz só pela simples existência, existência a mais, existência que não foi pedida, nem sequer esclarecida ou justificada. Já não consigo ser hipócrita comigo, com as fantasias esporádicas abrigadas no consciente emocional. Já não acredito no deslumbramento dos contos de fadas. Supor que tudo é assim não me trás qualquer tipo de tranquilidade, deste desespero que partilha comigo o mesmo t0 em que vivo.

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